Consumo Consciente

Fast e Slow Fashion: O Que Saber De Cada Movimento

Você provavelmente já se deparou com esses dois termos na internet, fast que significa rápido, assim como fast food e slow, que traduzindo fica devagar. Os termos que giram em torno da moda são maneiras de consumir diferentes. 

Fast Fashion

O fast fashion prioriza a produção em massa, rápida e de forma globalizada, ou seja, lançamentos anuais, mensais e até mesmo semanais. As famosas coleções Outono/Inverno e Primavera/Verão são o exemplo disso. Marcas brasileiras como Marisa, C&A e Renner são alguns exemplos da prática. Os pioneiros desse modelo de produção foram as marcas da Europa, sendo a H&M, GAP, Forever 21, Zara e Benetton. Logo depois o mundo todo já estava aderindo.

A boa recepção desse modelo de recepção se deu por um motivo muito óbvio: o preço. Por produzirem em larga escala, as empresas conseguiram abaixar o preço das roupas, o que agradou, e muito, os consumidores. Uma blusinha custando R$30,00 é o paraíso para quem ganha um salário mínimo de R$1.212,00.

Outro ponto a se analisar diante do fast fashion é a produção, isto é, quem está por trás dessas marcas? Há trabalho escravo? Baixo salário? Atitudes ilegais? Preocupação com o meio ambiente?

Segundo o blog Ariana Nasi o valor pago para os funcionários que trabalham no ramo têxtil é miserável, sendo 2 ou 3 dólares por dia. Outro dado mencionado no site são os impactos causados ambientalmente, já que milhões de toneladas têxteis são descartadas de forma irregular. No Brasil estima-se que são produzidas 175 mil toneladas de resíduos por ano, sendo apenas 36 mil toneladas reaproveitadas na produção de barbantes, mantas, novas peças de roupas e fios.

A degradação do meio ambiente no ramo da moda já começa na hora do plantio de algodão, pois são utilizados agrotóxicos nocivos à terra. Tecidos como o poliéster e nylon não são biodegradáveis, soltando microplásticos nos aterros que caem diretamente nos oceanos.

Dados de uma pesquisa realizada nos EUA apontam que a indústria têxtil ocupa a quarta posição de setores que mais gastam em recursos naturais. As roupas do setor fast fashion tendem a durar muito menos, para assim o consumidor ser obrigado a comprar novamente, os produtos usados na produção, como tintas e corantes causam impacto na saúde dos trabalhadores e, por último, mas não menos importante, indústria têxtil também é a responsável por 1,2 bilhão de toneladas de gases estufa por ano.

Slow Fashion

O queridinho do momento, consciente, com personalidade, ele: o slow fashion. 

Com tendência a ganhar cada vez mais espaço entre os consumidores, as práticas de slow fashion se distinguem em tudo em relação ao fast fashion.

A produção é bem lenta, pensando na durabilidade da peça, na produção, nos materiais a serem utilizados, na valorização dos funcionários, incentivo ao trabalho manuaal,  e na transparência para com os consumidores. Uma moda sustentável, que visa minimizar os impactos ambientais causados pelo consumo exacerbado.

Por serem confeccionados de forma devagar, com mais qualidade, todo o cuidado e maneira ecológica, as roupas do slow fashion geralmente são mais caras, o que acaba afastando os consumidores que não entendem todo esse processo. Muitos preferem nem se atentar a essas questões, pois foge da realidade do brasileiro conseguir ser consciente e pagar R$120,00 em um botijão de gás.

Conforme o blog de Ariana Nasi, o termo foi criado pela escritora de moda Angela Murrills, lá em 2004 em Londres. Depois de ter ganhado a fama na internet, as práticas de slow fashion estão conquistando mais adeptos.

Além de toda a preocupação com a confecção das roupas, existem outras maneiras de aderir ao slow fashion. Comprar em bazares, trocar algumas peças de roupas com amigas, ciclar suas roupas antigas em novas. O propósito do slow fashion também é fazer o consumidor refletir: “eu preciso mesmo dessa peça de roupa?”; “o que posso fazer com essa calça antes de jogá-la fora?”; “eu não posso doar essa roupa rasgada, mas o que fazer com ela?”.

Nós da ciclou incentivamos diariamente nossos clientes a repensarem sobre seus hábitos de consumo, mostramos todo o nosso processo de produção, as diferentes formas de transformar peças velhinhas em novas, como nosso serviço de Styling Box ou transformar em acessórios  incríveis como mochilas e bolsas.

Se você está sempre em busca de uma vida mais sustentável e conectada com o meio ambiente, aproveite para acompanhar o blog da ciclou e nossas redes sociais!

Você também pode se interessar: